Philippe Tabarot, o 29 de Abril de 2025 à Assembleia Nacional. | MAGALI COHEN / HANS LUCAS VIA AFP
Incertezas cercam os viajantes da SNCF enquanto se aproxima o feriado do 8 de Maio. O ministro dos Transportes, Philippe Tabarot, declarou em entrevista que ‘a greve é sempre evitável’, mesmo diante das ameaças de paralisações por parte dos sindicatos. A greve, conforme anunciado, pode impactar significativamente os planos de viagem dos usuários.
Possíveis Greves e Mobilizações
Os sindicatos da SNCF, como a CGT-Cheminots e Sud Rail, planejam paralisar os serviços e convocaram os controladores para uma greve entre os dias 9 e 11 de Maio. O ministro ressaltou que ainda há tempo para que a situação seja resolvida, afirmando que ‘não sabemos se será uma semana de problemas; temos todo o final de semana para avançar’.
Reivindicações dos Sindicatos
Os pontos de discórdia incluem a exigência de melhores condições de trabalho e uma reavaliação dos salários, com os sindicatos alegando que a empresa, apesar de seus lucros, não atende às suas demandas. Philippe Tabarot, em resposta, destacou que a SNCF ‘fez bem seu trabalho’ nas negociações salariais, propondo uma elevação de 2,2% para 2025, um número contestado pelos representantes dos trabalhadores.
Planos de Transporte e Comunicação
Para mitigar o impacto da possível greve, a SNCF promete divulgar um plano de transporte ‘até o fim de semana’, informando aos usuários quais trens serão mantidos ou cancelados, mantendo o objetivo de afetar o menor número de viagens possível.
Os passageiros deverão ficar atentos a essas notificações e considerar alternativas de viagem, caso necessário. Além disso, o ministro propôs a alteração da legislação obrigando os grevistas a se anunciarem com 72 horas de antecedência ao invés das 48 horas atuais.
Expectativas e Frustração
As incertezas sobre o status das greves e as negociações em andamento geram apreensão entre os usuários, que esperam que um acordo possa ser alcançado antes do feriado. Os sindicatos afirmam que sem negociações efetivas, a greve será um resultado inevitável. Contudo, Philippe Tabarot afirma que a SNCF ‘não pode se permitir uma greve a mais para suas finanças e imagem’.

