Operação Tacitus e Prisões

São Paulo – Policiais civis de São Paulo, incluindo um delegado e o chefe de um núcleo especializado em investigar o crime organizado na zona leste, foram presos em uma ação conjunta da Polícia Federal e do Ministério Público de São Paulo (MPSP) nesta terça-feira (17/12).

Os acusados estão envolvidos em crimes de homicídio, lavagem de dinheiro, e corrupção, segundo a documentação apresentada ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

Policiais Civis de São Paulo Presos: Envolvimento com o PCC e Crimes Graves

A Denúncia

A denúncia do MPSP mencionou que a organização criminosa em que os policiais estavam envolvidos mantinha estreitas relações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores facções criminosas do Brasil.

“Nenhuma máfia ou facção criminosa atinge o status que o PCC atingiu sem uma efetiva participação de agentes públicos, especialmente aqueles ligados à Segurança Pública do país.”

Os policiais foram indiciados na investigação sobre o assassinato do corretor de imóveis Vinícius Gritzbach, que ocorreu em 8 de novembro no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Gritzbach havia realizado uma delação premiada, onde mencionou o envolvimento dos policiais.

O Papel do Delegado

O delegado Fábio Baena, mencionado em várias ocasiões na delação, está sob investigação por corrupção e por ter afirmado que ajudaria Gritzbach, prometendo não se esquecer dele em futuras investigações.

Conexões Criminosas

Eduardo Monteiro, um dos policiais presos, foi identificado como usuário de relógios de luxo que deveriam ter sido devolvidos após uma apreensão relacionada ao caso. Além disso, foram alegadas práticas de extorsão contra membros do PCC.

A Continuação da Investigação

As investigações seguem em andamento, com o MPSP buscando mais evidências sobre a validade das acusações e as conexões dos policiais com o crime organizado.

Esses eventos evidenciam a grave situação da corrupção dentro da polícia em regiões onde o crime organizado opera e trazem à tona a necessidade de crise de confiança nas instituições de segurança pública. Assim, a população aguarda respostas e a pronta ação das autoridades competentes.

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