Lei Marcial na Coreia do Sul: O que Aconteceu e Suas Consequências

Na noite de terça-feira, o presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, surpreendeu o país ao anunciar a imposição da lei marcial, resultado de uma apressada reclamação sobre forças anti-estatais e prono-coreanas. No entanto, menos de 24 horas depois, ele reverteu sua decisão, em meio a reações intensas tanto do público quanto do Parlamento.

A última vez que uma medida tão drástica foi tomada no país remonta a 1979, e muitos sul-coreanos ainda se lembram do período autoritário que seguiu esse anúncio. Com a revogação, observadores e cidadãos começam a se perguntar quais serão as consequências políticas para o presidente.

O que motivou a declaração?

Em seu discurso, Yoon mencionou a necessidade de proteger a ordem constitucional e alegou que o Parlamento, atualmente dominado pela oposição, estava sabota sua administração. Yoon descreveu a Assembleia Nacional como um ‘covil de criminosos’. Essa declaração provocou indignação generalizada.

Críticos incluem até mesmo membros de seu próprio partido, que consideraram sua ação ‘errada’ e um golpe direto à democracia sul-coreana. O líder do Partido Democrático, Lee Jae-myung, classificou a declaração como ‘ilegal e inconstitucional’. Para muitos, a decisão de Yoon reflete sua crescente frustração com a oposição e seu fraco índice de aprovação, que atualmente gira em torno de 20%.

Reações e protestos

Na quarta-feira, centenas de sul-coreanos participaram de vigílias à luz de velas em protesto contra a declaração de lei marcial. Muitos cidadãos pedem a renúncia de Yoon, enfatizando que sua ação representou um desafio à frágil democracia do país. Diversos partidos da oposição rapidamente apresentaram um projeto de lei de impeachment, enfatizando a crescente crise política que se forma na Coreia do Sul.

O presidente Yoon se vê agora em uma posição política precária, enquanto os povos sul-coreanos se mobilizam para evitar qualquer tentativa de retornar a um regime autoritário. O Parlamento deverá discutir a moção de impeachment em breve, enquanto os protestos continuam a se intensificar.

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