
O governo da Venezuela anunciou na quinta-feira uma recompensa de $100.000 por informações sobre o paradeiro de Edmundo González, candidato da oposição que alega ter derrotado o presidente Nicolás Maduro nas eleições do ano passado.
A recompensa surge oito dias antes de o próximo mandato presidencial do país iniciar.
Em uma publicação no Instagram, o escritório de imprensa da Agência Científica, Criminal e Forense do país divulgou: ‘Uma recompensa de $100.000 é oferecida a quem fornecer informações sobre sua localização’. A postagem incluía um cartaz com a foto de González e instruções para entregá-lo às autoridades.
González deixou a Venezuela em setembro após um juiz emitir um mandado de prisão contra ele em uma investigação relacionada à eleição presidencial de 28 de julho, que o Conselho Nacional Eleitoral do país, dominado por leais ao partido no poder, afirmou ter sido vencida por Maduro.
Contudo, diferentemente de eleições anteriores, as autoridades eleitorais não forneceram contagens detalhadas dos votos. A oposição, por sua vez, coletou folhas de apuração de 80% das urnas eletrônicas do país, publicando-as online e alegando que os registros de votação mostravam que o candidato da oposição, González, havia vencido com o dobro de votos de Maduro.
A falta de transparência das eleições gerou condenação global, levando Maduro a pedir ao tribunal superior do país, também alinhado ao partido no poder, que auditasse os resultados. O tribunal reafirmou, então, sua vitória.
Maduro já recebeu um convite da Assembleia Nacional para a cerimônia de posse marcada para 10 de janeiro.
Enquanto isso, González afirmou que planeja retornar ao país até essa data, mas não explicou como pretende fazê-lo ou quais são seus planos ao chegar.
Após sua chegada à Espanha, González declarou que, para deixar a Venezuela, havia sido coagido a assinar uma carta reconhecendo sua derrota na eleição de julho.
