
O presidente da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), Pedro Portugal Gaspar, expressou sua confiança na recém-instaurada “via verde” para imigrantes, que teve início nesta terça-feira, 15 de abril de 2025. Durante a abertura do Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes (CLAIM) na associação nepalesa Nialp, no Martim Moniz, em Lisboa, Gaspar minimizou as preocupações sobre a ausência de consulados em países emissores, como Nepal e Bangladesh.
“A AIMA está apoiando esta iniciativa, um acordo celebrado entre associações patronais e a administração pública, que tem como objetivo conciliar a oferta e a procura de mão de obra. Essa ‘via verde’ permite uma regulação adequada dos imigrantes já na sua entrada no país”, explicou. Segundo ele, as empresas têm a responsabilidade de garantir não apenas empregos, mas também o alojamento e o ensino da língua portuguesa aos imigrantes.
Gaspar ressaltou: “Com esse entendimento, conseguimos uma regulação na imigração econômica”, destacando que a contratação de trabalhadores de países carentes é fundamental para atender as demandas do mercado valorizando a mão de obra local.
Um dos desafios mencionados por Gaspar foi a crítica à falta de consulados em algumas regiões, que pode dificultar a regularização dos imigrantes. Ele afirmou: “Mesmo que não haja um consulado residente, existe jurisdição que cobre essas situações, e é importante que todos saibam que este acordo pode ser ajustado conforme necessário durante sua implementação”.
A nova política prevê que os serviços consulares respondam em 20 dias aos pedidos de vistos de trabalho relacionados à ‘via verde’, facilitando a contratação direta no exterior, especialmente após o término das manifestações de interesse, que permitiam a regularização de imigrantes que chegavam como turistas.
Gaspar ainda mencionou que, entre maio e junho, a AIMA espera receber 49 assistentes técnicos para ajudar na implementação do novo sistema, o que demonstra a aposta do governo em dinamizar a imigração e solucionar as lacunas existentes.
Kamal Bhattarai, presidente da Nialp, ressaltou a necessidade urgente da criação de um consulado em Nepal, alegando que a ausência de representação diplomática dificulta a vida de cerca de 50 mil nepaleses que residem em Portugal. Ele afirmou: “Ter um consulado em Nepal é fundamental para nós, já que a viagem para a Índia é complexa e custosa”.
Concluindo, Pedro Portugal Gaspar enfatizou que essa nova legislação representa um passo importante para a integração dos imigrantes, estabelecendo uma “rede de apoio essencial” que envolve várias entidades. Ele destacou: “Precisamos aprender a conviver com a nova composição da sociedade que estamos formando”.

