Durante a última partida da Ligue 1, o Paris Saint-Germain (PSG) garantiu uma vitória contra o Marseille por 3 a 1, em mais um clássico conhecido como “Le Classique”. Contudo, a celebração da torcida foi ofuscada por cantos homofóbicos e racistas, revelando a incapacidade do futebol francês em lidar adequadamente com esses problemas.
Um grupo de campanha francês fez um apelo às autoridades do país para que sejam impostas punições aos gritos discriminatórios ouvidos durante o jogo. O meia do Marseille, Adrien Rabiot, que já atuou pelo PSG e foi alvo de xingamentos ao longo da partida, criticou publicamente o presidente do clube parisiense, Nasser Al-Khelaifi, em um recado contundente nas redes sociais.
Os gritos de ódio mancharam o que poderia ter sido uma comemoração pura do triunfo do PSG em cima de seu rival. O árbitro Clément Turpin, um dos mais respeitados da Europa, não interrompeu a partida, apesar dos incidentes repetidos que deveriam ter valido a parada do jogo.
A گروه Rouge Direct pediu às autoridades do esporte que garantissem que esses cânticos ilegais fossem severamente punidos, e um vídeo mostrou torcedores do PSG fazendo o canto desrespeitoso, que referia-se ao Marseille de forma pejorativa.
O racismo e a homofobia no futebol francês não são novos, e casos semelhantes vêm se acumulando ao longo dos anos. Em 2019, após outra partida entre PSG e Marseille, foram estabelecidos planos de ação para que os torcedores pudessem denunciar quaisquer casos de insultos racistas ou homofóbicos. Apesar disso, muitos dos incidentes não recebem a devida atenção das autoridades.
O tabloide esportivo também noticiou que, em alguns jogos, os torcedores do Marseille também têm enfrentado críticas por cânticos homofóbicos, evidenciando que o problema é sistêmico na cultura do futebol francês.
Após a vitória, o PSG se distanciou na tabela, agora liderando com 19 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, restando apenas oito jogos até o fim da temporada.

