No domingo, o papa Francisco retornou ao Vaticano após uma hospitalização de cinco semanas, em decorrência de uma pneumonia que ameaçou sua vida. O retorno traz alívio após semanas de apreensão sobre sua saúde.
O papa de 88 anos chegou em um Fiat 500L branco, utilizando tubos nasais para oxigenação, enquanto adentrava pelo portão Perugino da Cidade do Vaticano. A hospitalização foi marcada por instabilidades e complicações críticas, e sua recuperação foi acompanhada de perto por médicos e fiéis.
Durante o trajeto de volta, o papa fez uma parada inesperada na basílica de Santa Maria Maior, um local que tem grande significado pessoal. Ele não saiu do carro, mas entregou um buquê de flores ao cardeal da basílica para que fosse colocado diante da icônica pintura da Madonna.
Em sua primeira aparição pública em semanas, o papa acenou e abençoou a multidão de fiéis que o esperava com ansiedade. Entre os presentes, muitos exibiram faixas de apoio e palavras de carinho, evidenciando a preocupação coletiva com sua saúde.
“Para mim, foi uma experiência emocional importante vê-lo, pois muitas pessoas estavam esperando por este momento”, destacou a irmã Luisa Jimènez, uma religiosa da Argentina.
O religioso Enzo Fortunato, encarregado de uma comissão papal dedicada às crianças, compartilhou uma reflexão otimista: “Se o primeiro remédio foi o carinho das crianças, o segundo é, sem dúvida, voltar para casa”, enfatizando a importância do retorno ao seu ambiente.
Como parte de sua recuperação, Francisco receberá oxigênio suplementar e cuidados médicos 24 horas por dia. Os médicos recomendam que ele evite grandes reuniões e esforços para permitir uma recuperação apropriada.
Após a hospitalização mais longa de seu papado, o retorno do papa foi recebido com alegria e gratidão por todos aqueles que o acompanham em suas jornadas de fé e esperança.
