A guerra de Israel contra Hamas, iniciada após o ataque da milícia palestina em 7 de outubro de 2023, resultou em mais de 48.346 vidas perdidas na Franja de Gaza. Com o conflito em expansão, foram abertos até sete frentes que culminaram em um frágil cessar-fogo e na libertação de reféns. Contudo, no dia 18 de março, Israel rompeu o cessar-fogo.
Segundo fontes ligadas ao Hamas, ao menos 50 pessoas permanecem desaparecidas sob os escombros de edifícios atingidos pelos bombardeios. As Forças de Defesa de Israel (IDF) informaram que sua Força Aérea interceptou um projétil vindo do Iémen antes que cruzasse o território israelense. A comunicação das IDF indicou que um míssil disparado do Iémen foi interceptado antes de atingir o solo israelense, sendo este o segundo ataque interceptado após o rompimento do cessar-fogo.
A Defesa Civil da Franja de Gaza reportou 10 mortos e dezenas de feridos devido a novos ataques aéreos israelenses. O porta-voz da organização, Mahmud Bassal, declarou: ‘Al menos 10 civis morreram e dezenas mais foram feridos por bombardeios israelenses contra seis casas ao leste de Jan Yunis’.
A organização Human Rights Watch (HRW) acusou as forças israelenses de causarem mortes e sofrimentos desnecessários a pacientes palestinos em hospitais, afirmando que isso constitui ‘crimes de guerra’. Segundo o último relatório da HRW, os militares negaram acesso a eletricidade, água e alimentos para pacientes, além de terem disparado contra civis e maltratado trabalhadores da saúde.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se pronunciou nas redes sociais sobre as críticas ao seu governo, alegando que ‘as cloacas do Estado de esquerda estarão instrumentalizando o sistema judicial em sua contra’. Isso coincuiu com manifestos de protesto contra sua administração, que ocorreram nas proximidades de sua residência em Jerusalém.
Netanyahu alertou sobre a possibilidade de um ‘novo e maior front’ se abrir na Cisjordânia enquanto as operações militares contra o Hamas se intensificam na Franja de Gaza. Ele declarou: ‘Estamos cientes de que pode surgir outro front mais intenso aqui em Judeia e Samaria’.
Além disso, o governo dos EUA lançou bombardeios em várias cidades controladas pelos rebeldes hutíes no Iémen, resultando em feridos entre civis, incluindo mulheres e crianças. As consequências desse novo ataque ainda estão sendo avaliadas.
A situação em Gaza permanece crítica, e a pressão sobre o Hamas para a liberação de reféns se intensifica à medida que Israel aumenta suas operações militares.

