Tragédias em Casa Noturna: Aprendizados Ignorados

Incêndios em Casas Noturnas: Uma Trágica Repetição

A tragédia se repete. Impossível assistir às imagens do incêndio da boate Pulse, na Macedônia do Norte, e não rememorar o dia 27 de janeiro de 2013, quando o Brasil parou, consternado, com as centenas de mortes no incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria. Em Kocani, já são 59 mortos. Aqui, foram 242 vidas perdidas. A maioria, em ambos os locais, jovens com média de 20 anos de idade.

Em 2013, o incêndio na Kiss ganhou proporções gigantescas em termos midiáticos, escancarando fragilidades e levantando questões de segurança em casas noturnas por todo o mundo. Agora, na Macedônia do Norte, a tragédia se repete, agravada pelas semelhanças das circunstâncias.

Como as Tragédias Podem Ser Evitadas?

Quando o público assiste a um show, como em Santa Maria e agora em Kocani, o uso de artefatos pirotécnicos se torna um fator de risco. As faíscas atingem o isolamento do prédio, composto por espuma inflamável, provocando uma combustão tóxica. É de amplo conhecimento que esses dispositivos usam fogo e substâncias explosivas, e o poder público deve garantir que as normas de segurança sejam cumpridas.

A Importância das Regras de Segurança

No Brasil, após a tragédia na Kiss, a Assembleia Legislativa gaúcha aprovou a Lei Kiss, com o intuito de prevenir situações semelhantes. Entretanto, com o passar do tempo, essa lei sofreu flexibilizações, como em 2022, quando foram excluídas exigências de alvarás para atividades consideradas de baixo e médio risco.

Uma Reflexão Necessária

Diminuir a burocracia é importante, mas não podemos ignorar que locais com grandes aglomerações necessitam de rigidez nas normas de segurança. O uso de materiais inadequados e a falta de itens como extintores e sinalização são erros que precisam ser eliminados.

Enquanto houver negligência, novas tragédias ocorrerão.

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