Ucrânia e Rússia: Avanços nas Negociações de Paz

As tensões na Ucrânia aumentaram à medida que o presidente Donald Trump e o líder russo Vladimir Putin se preparam para discutir a possibilidade de um cessar-fogo temporário durante uma chamada telefônica programada para terça-feira. Este evento ocorre num momento em que as tropas ucranianas lutam para manter o controle de territórios na região de Kursk, na Rússia.

Segundo fontes da Casa Branca, o chamado entre os dois líderes segue uma série de negociações nos bastidores entre Washington e Moscou no fim de semana. Trump afirmou que há uma ‘muito boa chance’ de um acordo, destacando que “nós estamos indo bem, eu acho, com a Rússia”.

Após a retirada apressada das tropas ucranianas na região de Kursk, a situação se tornou crítica. A Ucrânia foi forçada a recuar depois que o governo dos EUA suspendeu o envio de armas e compartilhamento de inteligência, retaliando sua posição nas negociações de paz.

Trump mencionou que discussões sobre ‘dividir ativos’ já ocorreram, sugerindo que haverá uma ênfase nas questões de terras e usinas de energia. Entre os ativos discutidos está a usina nuclear de Zaporizhzhia, que está sob ocupação russa.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que ‘nunca estivemos tão próximos de um acordo de paz’. No entanto, é necessário que a Rússia aceite os termos da trégua sem reservas, com foco na segurança e soberania da Ucrânia.

Primeiro-ministro britânico, Sir Keir Starmer, expressou preocupações sobre a confiança no governo russo, lembrando que ‘Putin não pode ser confiável’. Enquanto isso, a situação na região de Sumy permanece tensa, com moradores relatando incertezas e temores sobre um possível ataque russo.

A pronta elaboração de uma coalizão internacional que suporte a Ucrânia é vista como vital, mas requer a clara e incondicional aceitação da trégua por parte da Rússia.

Ao mesmo tempo, líderes europeus estão pressionando pela continuação do apoio militar à Ucrânia, com planos para um fundo de até €40 bilhões para reforço militar. Esse financiamento é crucial em meio à incerteza em relação ao futuro apoio americano sob a administração de Trump.

As próximas horas serão cruciais para determinar se as esperanças de um cessar-fogo se concretizarão, ou se os combates continuarão a se intensificar em um contexto já delicado e instável.

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