
Em meio às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adquirir a Groenlândia, a ilha do Ártico realizou uma campanha eleitoral considerada surpreendente e votou pela reforma completa do governo. O resultado das eleições teve como vencedor o partido Democrata, de centro-direita.
A votação ocorreu nessa terça-feira (11/3). No pleito, os democratas substituíram o Inuit Ataqatigiit (IA), o partido do ex-primeiro-ministro Múte B Egede, como o maior partido no Inatsisartut, o parlamento da Groenlândia.
Houve também a duplicação de assentos para o Naleraq, que se tornou o segundo maior partido. Tanto os democratas quanto o Naleraq são a favor da independência da Dinamarca, mas diferem no ritmo da mudança.
Resultado surpreendente
O resultado das eleições surpreendeu até mesmo o líder democrata, Jens-Frederik Nielsen. O partido nunca havia garantido tantos assentos e triplicou sua representação este ano.
O IA perdeu quase metade de suas cadeiras, tornando-se o terceiro maior partido. Nenhum partido conquistou a maioria das 31 cadeiras, o que levará a negociações de coalizão para formar o novo governo.
Os democratas detinham 29,9% dos votos, com Naleraq em 24,5%, segundo a emissora pública KNR da Groenlândia.
Polêmica
A eleição, envolta em polêmica devido ao interesse de Trump, teve uma alta participação, com os cidadãos motivados pelas declarações do presidente americano. A Groenlândia, com 57.000 habitantes, espera que o futuro governo trace um cronograma para a independência, que é apoiada por uma grande maioria.
O desejo de independência ganhou força após escândalos destacados, onde o tratamento racista da Dinamarca aos groenlandeses foi evidenciado.

